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Nota Sindical da CONTEC sobre o programa “Talentos para Gerar Resultados – Rede 2026” do Banco do Brasil

Quinta, 29 Janeiro 2026

escrito por Assessoria 28 de janeiro de 2026 

NOTA SINDICAL CONTEC

Nesta terça-feira, 27/01/2026, o Banco do Brasil lançou o programa “Talentos para Gerar Resultados – Rede 2026”, apresentado como uma reorganização estratégica da rede, com foco na especialização do atendimento, ampliação dos canais digitais, redimensionamento de estruturas e abertura de oportunidades em funções comissionadas.

Segundo a instituição, a iniciativa busca alinhar o Banco às transformações do mercado financeiro e ao comportamento dos clientes, elevando a eficiência operacional, com promessa de resultados sustentáveis, valorização da especialização e ampliação de trilhas de desenvolvimento profissional.

Do ponto de vista sindical, é imprescindível registrar que o programa não é neutro. Trata-se de reorganização estrutural de grande porte, com potencial para alterar o modelo de trabalho, a lógica das funções, a distribuição de pessoal e o equilíbrio relacional entre o Banco e seus trabalhadores, devendo ser observados a vedação a alterações lesivas e a proteção da dignidade no trabalho.

O programa se estrutura em etapas e janelas decisórias, com regras de concorrência e movimentação capazes de produzir efeitos imediatos na vida funcional dos empregados, além de um cronograma com datas sensíveis (inscrições, rodadas de movimentação, nomeações e posses). Isso exige acompanhamento permanente para prevenir pressões indevidas e assegurar voluntariedade real.

Rede 2026 consolida tendências já observadas no setor financeiro: redução de funções tradicionais, transformação do papel das agências físicas, foco em segmentos mais rentáveis e intensificação da digitalização e da lógica de metas. Na prática, redefine os conceitos de “permanecer” e “progredir” no Banco do Brasil, condicionando trajetórias profissionais à adaptação, certificações, mobilidade funcional e aceitação de maior cobrança por desempenho.

Principais preocupações sindicais

• Intensificação do trabalho: a especialização tende a vir acompanhada de metas mais sofisticadas, maior pressão por resultados e responsabilização individual, com risco de adoecimento mental, estresse ocupacional e conflitos relacionados à cobrança por performance.
• Impactos sobre funções e renda: ainda que haja Vantagem de Caráter Pessoal (VCP) e regras transitórias, a reestruturação pode gerar excesso, descomissionamento e deslocamento funcional, com risco de perda remuneratória indireta e instabilidade.
• Assimetria de acesso às oportunidades: empregados que já possuem certificações, perfil comercial aderente ou maior mobilidade partem em vantagem, enquanto outros podem enfrentar obstáculos objetivos, gerando exclusão e frustração.
• Requisitos sistêmicos (ex.: adesão a Código de Ética/Normas de Conduta e conclusão de trilhas obrigatórias) não podem operar como barreiras silenciosas. Devem ter comunicação ativa, prazos razoáveis e suporte efetivo.
• Risco de deslocamento da proteção coletiva para a responsabilização individual, enfraquecendo a previsibilidade de carreira.

O programa prevê tratamento excepcional à empregada gestante ou em licença-maternidade. A CONTEC entende que essa proteção deve ser aplicada de forma uniforme e servir de parâmetro para outros grupos em situação de vulnerabilidade quando houver impactos relevantes.

Posição da CONTEC

A CONTEC reconhece a necessidade de adaptação do Banco e eventuais ganhos da especialização, mas não admite que esse processo ocorra à custa da saúde, da renda, da dignidade e da segurança dos trabalhadores.

Por isso, a Confederação propõe a instalação de mesa permanente de acompanhamento e negociação do programa, com transparência de critérios e salvaguardas efetivas de voluntariedade, isonomia, proteção remuneratória e prevenção de adoecimento.

A CONTEC apresentará pauta prioritária de negociação (anexo)  e solicitará sua apreciação e negociação formal pelo Banco, no âmbito da mesa permanente, com calendário definido, registro de encaminhamentos e devolutivas.

Síntese

Trata-se de movimento estrutural de alto impacto, que exige vigilância, diálogo efetivo e garantias concretas — e não apenas normativas — de proteção aos trabalhadores, para impedir precarização, pressão psicológica, redução remuneratória, retaliação ou exclusão funcional.

Diretoria Executiva da CONTEC

www.contec.org.br

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO BANCO ITAÚ

Quinta, 08 Janeiro 2026

Edital de convocação para Assembleia Geral Extraordinária do Banco Itaú

DATA: 12/01/2026

Horário: 8h às 16h

Link de votação: https://forms.gle/TruKbXHGWZQ4JFJr8 

 

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Índice oficial de correção que será aplicado será divulgado pelo IBGE no início de janeiro. Benefícios iguais ao piso nacional seguirão o salário mínimo de 2026, estimado em R$ 1.631 (Por Júlia Galvão) - foto reprodução - 

O governo prevê um reajuste de 4,66% para aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com valor acima do salário mínimo, segundo estimativa usada no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual). O percentual corresponde à inflação estimada pelo governo federal para o ano de 2025, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

O índice final de correção, que será efetivamente aplicado a esses benefícios, será oficializado em 9 de janeiro, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) vai divulgar o resultado do INPC acumulado no ano.

Já os benefícios iguais ao piso previdenciário terão o mesmo reajuste que será dado ao salário mínimo de 2026, que pode subir dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.631, conforme estimativas do mesmo projeto orçamentário. O valor final do salário mínimo é oficializado por meio de decreto presidencial.

Para o cálculo dos benefícios acima do piso, o PLOA considerou a projeção do INPC da grade de parâmetros macroeconômicos da SPE (Secretaria de Política Econômica) de 4 de julho, afirma o MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento). Uma grade atualizada já foi publicada em setembro e manteve a projeção de 4,66% para o índice.

O INPC também é usado como base para reajustar o teto do INSS, que é o valor máximo de benefícios da Previdência e também é o maior valor sobre o qual são pagas as contribuições previdenciárias de quem tem salários maiores. A previsão é que o teto do INSS suba dos atuais R$ 8.157,41 para R$ 8.537,55 em 2026, considerando o reajuste estimado de 4,66%.

Hoje, de acordo com o o INSS, 12,1 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Enquanto outros 28,3 milhões dos aposentados e pensionistas recebem até um salário mínimo.

O calendário de pagamentos do INSS para 2026 ainda não foi divulgado. Tradicionalmente, porém, os segurados que recebem até um salário mínimo passam a ganhar o valor reajustado nos últimos dias úteis de janeiro, enquanto os pagamentos para quem ganha acima do piso costumam começar no primeiro dia útil de fevereiro.

E O SALÁRIO MÍNIMO?
O salário mínimo nacional, que passa por reajustes anuais, está atualmente em R$ 1.518. O governo estima que em 2026 ele pode subir para R$ 1.631, segundo dados usados no PLOA, encaminhado ao Congresso Nacional no dia 29 de agosto. O valor representa um aumento de 7,45%. Para essa projeção, foi considerada a estimativa de inflação de 4,78%.

O reajuste do piso leva em conta a inflação do INPC no período de 12 meses até novembro do ano anterior, somada à variação do PIB de dois anos antes, limitada a 2,5%, devido à regra de ajuste fiscal do governo.

Para os anos seguintes, o governo prevê, nas projeções enviadas no PLOA, um salário mínimo de R$ 1.725 em 2027, R$ 1.823 em 2028 e R$ 1.908 em 2029.

Apesar das projeções, os valores exatos vão depender da inflação que for efetivamente registrada pelo IBGE e do crescimento do país.

O salário mínimo é o menor valor que o INSS pode pagar em aposentadorias, pensões, auxílios-doença e BPC (Benefício de Prestação Continuada). Seu reajuste pressiona os gastos do governo por ser a referência para benefícios previdenciários e sociais, funcionando como baliza para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo.

Sempre que há reajuste, quem recebe aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte e BPC no valor do piso também passa a ganhar o novo salário mínimo. (Fonte: Folha de SP)

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